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Lizzie (E.A.R.)

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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Entrevista do David Duchovny sobre o segundo filme.

Foi: 

Essa entrevista foi publicada inicialmente, no site da GLOBO, que mais abaixo deixarei o link da original.

David Duchovy fala de sua saída da série ( Sim, para as poucas almas que não sabem, o Sr. Duchovny, abandona Arquivo X, no final da sétima temporada, só participando de sei lá, 8 episódios da oitava, como participação especial. E da nona, só atua no último A Verdade.) e de sua volta ao personagem agora.

No geral, não gosto muito das entrevistas dele, para as revistas e sites, acho-o meio grosso, ou desanimado. Mas é como já mencionei, na divulgação desse Arquivo X - Eu Quero Acreditar, não só ele, como todos os envolvidos, estão sempre de bom humor e essa entrevista ficou muito boa. Então espero que gostem.

DAVID DUCHOVNY: 'NÃO PRECISO PEDIR DESCULPAS, MAS O FILME MOSTROU QUE EU ME IMPORTO COM A SÉRIE'
Site: http://tv.globo.com/Entretenimento/Tv/Noticia/0,,AA1685814-7175,00.html
Reportér: Paoula Abou-Jaoude, de Los Angeles.

David Duchony deixou muitos (todos?) fãs de "Arquivo X" muito, muito bravos ao abandonar a série – da qual representava simplesmente uma das metades! – no final da sétima temporada. E agora, com a chegada ao cinema do tão aguardado segundo longa-metragem, "Arquivo X: Eu Quero Acreditar", ele se sente redimido.

"Eu senti que precisava sair da série e mesmo assim me senti culpado de deixá-los sem um pedaço essencial do programa. Foi importante deixar claro que eu queria que a série continuasse. Poder ajudar Chris Carter a fazer o filme é muito satisfatório para mim, não como uma desculpa – não sinto que tenho que me desculpar por nada – mas por mostrar que eu me importava com a série e com as pessoas", disse o ator em entrevista coletiva para o lançamento do filme, da qual o Séries Etc. participou.

E, apesar de afirmar que essa deve ser a última vez que os fãs vêem Mulder e Scully, ele confessa que já tem idéias para um novo longa... Leia a entrevista abaixo.

Como foi reconectar com Mulder?
Foi algo sobre o que já tínhamos conversado e eu queria fazer, mesmo quando eu saí da série. Eu queria que a série continuasse como uma franquia no cinema, sempre pensei nisso, que poderíamos fazer se realmente quiséssemos. Quando chegou a hora e ao olhar o roteiro e me dar conta de que realmente ia acontecer, seis anos depois da última vez que vimos Mulder, foi muito interessante redescobrir o mesmo personagem 15 anos depois da primeira vez que eu o interpretei. E todos nós mudamos muito nesse tempo, tentamos manter a essência desse personagem depois de tanto tempo, a relação com seu trabalho...

Você mencionou uma franquia cinematográfica. Como seria?
Sempre achei que a série tem cara de cinema, muito mais que qualquer outra série. Tecnicamente era uma série muito difícil de ser produzida, para mim era como um filme por semana sendo exibido na TV.

Você foi o primeiro a abandonar a série, mas também o primeiro a dizer que queria que fosse para o cinema. Como foi essa decisão?
Quando eu saí eu deixei claro para Chris (Carter, criador) e Gillian (Anderson, a Scully) que o fato de eu sair foi uma decisão muito difícil e sabia que eles continuariam a fazer aquilo sem mim. Eu senti que precisava deixar a série e mesmo assim me senti culpado de deixá-los sem um pedaço essencial do programa. Foi importante deixar claro que eu queria que a série continuasse. Poder tomar essa decisão e poder ajudar Chris a fazer o filme é muito satisfatório para mim, não como uma desculpa – não sinto que tenho que me desculpar por nada – mas por mostrar que eu me importava com a série e com as pessoas.

Por que você acha que o público ainda está interessado em “Arquivo X”?
Porque tem muitos temas universais envolvidos além de paranormalidade, metafísica, religião, é um drama policial que às vezes resolve crimes e mistérios – e aí tem também essa loucura de amor platônico no meio. Acho que se você misturar essas coisas, dá para dizer que “Arquivo X” é sobre qualquer coisa que você pensar. E tem uma história de amor não resolvida para dar um fôlego em tudo. Se houver um novo filme, eu tenho algumas idéias sobre onde eu acho que Mulder e Scully devem estar e já contei para o Chris e ele concordou. Acho que há um sem número de histórias para contar. Já contamos 203 na TV, duas no cinema e não nos repetimos.

O que você gosta em Mulder?
Eu sempre gostei do negócio de não desistir. Sempre perguntei que qualidades do personagem eu queria ter em mim ou o que eu aprendi com ele. Eu não sei o que eu aprendi, mas eu sei que eu realmente respeito sua perseverança e o fato de ele não desistir nunca. Esse é um cara que esteve em 203 episódios de casos do FBI e nunca resolveu nada (risos), tem a pior média profissional de qualquer oficial da lei, zero de 203 (risos) e ainda assim é totalmente convencido de que está certo – e ele de fato está, como o público sabe. Então o fato de ele não desistir apesar dessas estatísticas é impressionante para mim.

Por que você acha que esse casal platônico funciona romanticamente na tela?
Acho que principalmente pelo respeito que eles têm pelo ponto de vista um do outro, é como se eles formassem uma entidade maior que cada um sozinho, é a noção romântica de encontrar alguém que te complete. Eu não sei se isso é possível na vida real, mas na ficção eu acho que eles se completam.

**Atenção! A pergunta a seguir contém spoilers sobre a cena final do filme!***

O público que ficar no cinema até depois dos créditos vai ver uma cena em que você e a Gillian estão num barquinho perto de uma ilha. Para onde você a está levando?
Para o Club Med? (risos). Acho que as cenas tem duas funções. Uma é mostrar que Mulder é um homem de palavra, ele diz ‘obrigado por ter me trazido de volta para isso, mas eu escolho você, Scully, ao meu trabalho.’ Serve para mostrar que esse é um filme romântico, apesar de ser um suspense assustador.Mas é sobre um homem tomando decisões por amor. Acho também que será a última vez que veremos esses personagens, é o último “Arquivo X” que fazemos. Acho que para Chris representa seus sentimentos sobre como gostaríamos de deixá-los: sozinhos e juntos.

3 comentários:

THIAGO PAULO disse...

Muito boa a entrevista... e concordo com ele, não é o filme que paresse um episódio... e o episódio que parece um filme!!!

Realmente ele se inporta com Arquivo X...

Bjs..

Lívia Ribeiro disse...

Miga, adorei ver essa entrevista com o Duchovny.....antigamente tinha mágoa dele, mas agora, nem lembro mais....acho que a gente sempre tira um aprendizado de tudo!!!Amei e ele tá demais...ti fofo! *momento tietagem* hehehehe bjimmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm

Lilly disse...

Amei a entrevista, mas como fã do David, ouso advogar por ele, faltou às pessoas se colocarem no lugar dele, imagina investir na carreira de ator, desvincilhando-se da brilhante carreira literária que ele poderia ter, p/ ficar eternamente no mesmo papel? E, acho que respeito aos fãs, ele demonstrou, desde que assumiu publicamente que ia sair, pq ele queria, ele podia ter saído sem dar satisfações, não? E, também ele sempre foi sincero ao dizer que em franquias de filmes, ele faria o Mulder com prazer... Então, apesar de ter sentido uma breve raiva dele no início, sempre procurei entender as razões dele. No mais, fico feliz pelo sucesso dele em Californication, embora não seja um estilo de série que me agrada e, por ele ter ganho um Globo de Ouro! O David merece! Ok, me chamem de fanática por ele, mas é minha sincera opinião! Abços

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